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Mangueira é campeã do carnaval carioca com o avesso da História do Brasil

Vice-campeonato fica com a Unidos do Viradouro, até o ano passado na Série A



No carnaval do Rio, triunfaram o samba, o discurso e a emoção da Estação Primeira de Mangueira. A verde e rosa conquistou seu vigésimo campeonato num desfile sobre os heróis esquecidos da história do Brasil. A apresentação marcou ainda com uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março do ano passado.

Foi o segundo campeonato do carnavalesco Leandro Vieira na agremiação, depois da vitória de 2016, com uma homenagem a Maria Bethânia.
Foto: reprodução
A vice-campeã foi a Viradouro, de Paulo Barros, vencedora ano passado da Série A. Em terceiro lugar ficou a Vila Isabel, com uma das apresentações mais luxuosas da década. Em quarto ficou a Portela. Em quinto, o Salgueiro. E, completando o desfile das campeãs, no sábado que vem, a Mocidade Independente de Padre Miguel.

Confira o resultado final de 2019

A Mangueira liderou junto com a Viradouro até o terceiro quesito (mestre-sala e porta-bandeira). A escola de Niterói, no entanto, perdeu um décimo em alegorias e adereços. A Mangueira, que tinha perdido pontos no quesito ano passado, garantiu as notas 10. E manteve a primeira posição de forma isolada.

Este ano, a agremiação investiu na contratação do casal Priscilla Mota e Rodrigo Negri, criadores de aberturas famosas, como a da mudança de roupas da Unidos da Tijuca, em 2010. Na Verde e Rosa, ele apostaram numa coreografia em que mostrava figuras históricas pequenas diante de índios e negros. Tinha ainda a menina Cacá Nascimento que abria uma faixa com a palavra "presente", em referência à vereadora assassinada Marielle Franco.

A Vila Isabel, que tinha perdido um décimo por ter estourado o tempo limite de desfile em um minuto, chegou a assumir a vice-liderança. Mas, em samba-enredo, a Vila ficou para trás, ao perder três décimos. Viradouro também saiu do quesito com dois décimos a menos. Mas depois saiu ilesa da apuração, e garantiu o vice-campeonato.Foto: reprodução
Antes da apuração, já era previsto o duelo entre Mangueira, Vila Isabel e Viradouro. A Velha Manga, com sua versão não oficial da história do país, exaltando os heróis esquecidos do Brasil, como Luisa Mahin e Chico da Matilde. Já a escola do bairro de Noel trazia o Brasil dos imperadores. Se na primeira a Princesa Isabel era retratada de forma caricata, a segunda a mostrava com pompa. Já a Viradouro, que contratou Paulo Barros, apresentou os contos infantis.

A Mangueira chegou a ter um 9,9 em enredo, mas a nota foi descartada.

Nas últimas posições, rebaixadas para a Série A ano que vem, ficaram Imperatriz Leopoldinense e Império Serrano.

Agência O Globo

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