CLEO PIRES FAZ TEXTÃO SOBRE DIA DA MULHER:

 "VAMOS NOS OUVIR, QUERER NOS ENTENDER"
A atriz ainda falou de representatividade, apoio e mais

Cleo Pires usou as redes para compartilhar texto sobre o Dia da Mulher. "Mas vamos juntxs. Particularmente, mto individualmente, ainda tento achar um equilíbrio entre meu desejo genuíno de me expôr, me sexualizar, também curtir o meu lado “material” e fútil como parte natural de existir, como um ser humano que tem desejos talvez peculiares porém inatos como qq outro, mas sem q eu seja um instrumento do patriarcado pra oprimir outras mulheres e nem q por eu gostar de ser assim eu seja oprimida e definida por isso", escreveu em trecho.

Leia a íntegra



Hoje é textão e pode ser que eu erre. Mas, eu quero agradecer às mulheres da minha vida. Minhas avós, minhas irmãs, minhas tias, minha mãe, mulheres que me cuidaram como se eu fosse filha delas e me ensinaram tanto. Vocês são todas minhas amigas de antes e de agora de todas as cores, classes, e etnias. A cada dia aprendo mais com vocês, obrigada pela paciência. Se não fossem vocês, eu não estaria aqui, não teria conquistado o que conquistei e q se a Deusa quiser vou conquistar mais. Quero ir junto d vcs sempre, vamos chegar juntxs. Equidade, representatividade. Vamos entender como estarmos juntas sem desvalidar a individualidade d cada uma. Vamos nos ouvir, querer nos entender. Vamos agregar valor uma à outra com nossas vivências e observações respeitando o lugar de fala da outra, vamos nos amar e implicar menos uma com a outra sem nem saber o motivo. Vamos conversar com a gente mesma qdo bater a inveja e o sentimento de rivalidade q o ptriarcado injetou na nossa cultura. Vamos nos manter existindo e buscando a felicidade q são as maiores formas d resistência. Não é fácil até pq mtas d nós não tem apoio da família, estrutura financeira, e tantos privilégios que auxiliam mujto na hora que a dor aperta. E não são poucas dores, principalmente das nossas manas negras, de classes mais baixas e trans aqui no Brasil. Pelo mundo à fora são tantos outros desafios tb. Temos o q comemorar e temos o q lamentar. No stories falo mais disso. Mas vamos juntxs. Particularmente, mto individualmente, ainda tento achar um equilíbrio entre meu desejo genuíno de me expôr, me sexualizar, também curtir o meu lado “material” e fútil como parte natural de existir, como um ser humano que tem desejos talvez peculiares porém inatos como qq outro, mas sem q eu seja um instrumento do patriarcado pra oprimir outras mulheres e nem q por eu gostar de ser assim eu seja oprimida e definida por isso. Pq hj em dia sei q a beleza e a sexualidade feminina são armas do patriarcado pra TENTAREM nos diminuir, nos chamar nas entrelinhas de burra ou d alguém q não se possa levar à sério.Meus desejos maiores são que parem de nos matar e que ocupemos mais espaços d poder intelectual e político sociais sem termos q deixar d lado o q quer que sejam nossos desejos pessoais e que não interferem na vida de ninguém. Eu não quero q mulheres negras, pobres e trans morram mais do q mulheres brancas, ricas e cis. Eu não quero que ninguém morra krl não me venham aqui: “ai mas a gente tem q querer q ninguém morra, homens tb” gente para né. Quem não entendeu vai estudar e depois a gente pode travar uma discussão pacífica mas não me venham com “direitos humanos pra humanos direitos” pq essa porra infelizmente não funciona. Vcs acham direito alguém q enaltece o título “família tradicional brasileira” mas é à favor de torturar mulheres? Imagino q não. Porém essas pessoas têm mto mais direito do q pessoas mto mais direitas concordam, pronto. Acordem. O ideal é sim q TODXS recebam o mesmo respeito e oportunidades porém essa não é a realidade do momento do processo q estamos vivendo. Então vamo parar com esse bando de mito q inventaram p gente ser pacífico, não exigir mudanças e não enxergar nosso poder como povo. Enfim..... continuando...., Que a gente não seja desmerecida por ser feia, bonita, anônima, famosa, profunda, rasa, magra, gorda, lisa, crespa, branca, negra, oriental, indígena, tudo. TUDO O Q SOMOS PODEMOS E DEVEMOS SER RESPEITANDO OS LIMITES DE IDENTIDADE RACIAL E CONCSCIÊNCIA DE CLASSE. Que a gente não seja definida. Que a gente se una a ponto de não permitirmos que nos tornem rivais por causa de um interesse amoroso. Que a gente esteja tão juntxs que a gente não permita fz isso com as nossas q precisam de mais proteção. Enfim, por favor nos comentários escrevam o q vcs mais desejam ver, sentir, ou viver num futuro de possível equidade. Vamos juntxs. Compartilhar com vcs é mta perfeição.
Cleo Pires (Foto: Instagram/Reprodução)


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